Formação da criança para a AUTONOMIA...Ler... conhecer...e Refletir....

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-   Depois de realizada a primeira etapa do meu projeto com as minhas duas turmas de 2ª série, percebi a necessidade de aprofundar-me em duas questões:

 - Como preservar a sala reformada? -

 E que mudanças às turmas tiveram do novo ambiente?

Conversei muito com as colegas e ambas questionavam-me sobre a necessidade do trabalho acerca da autonomia moral, segundo Piaget. Procurei então algumas referências sobre o assunto, mas tive certa dificuldade em encontrá-las.

O desenvolvimento moral segundo Piaget, se dá através das seguintes fases

:Anomia: é a primeira fase, a fase pré-moral, natural da criança pequena, egocêntrica, onde as necessidades básicas determinam as normas de conduta e as atividades motoras são centradas na própria criança.

 O indivíduo joga com ele mesmo.

Heteronomia: nessa fase a criança começa a perceber o outro, e perceber que a verdade e a decisão estão centradas no outro, partem do outro, no caso um adulto, a regra é exterior ao indivíduo.

 Há apenas o respeito à autoridade. Não há consciência, nem reflexão, apenas obediência.

Autonomia: aqui o indivíduo adquire a consciência moral, possui princípios éticos e morais.

 “Ser significa estar apto a cooperativamente construir o sistema de regras morais e operatórias necessárias à manutenção de relações permeadas pelo respeito mútuo.” ANOMIA HETERONOMIA AUTONOMIA A: negação NOMIA: regra, lei. A lei, a regra vem do exterior, do outro. Capacidade de governar a si mesmo

 Para Piaget um dos principais objetivos da educação é a busca constante da construção da autonomia. Logo, as experiências escolares deveriam ser estruturadas na colaboração, cooperação e intercâmbio de pontos de vista, na caminhada conjunta para o conhecimento. Ele caracterizava "Autonomia como a capacidade de coordenação de diferentes perspectivas sociais com o pressuposto do respeito recíproco". 

 A autonomia intelectual, só é possível acrescida da autonomia moral, é necessário o respeito por si próprio e reconhecimento do outro como um indivíduo semelhante, com suas particularidades, mas que tem por fim os mesmos anseios, problemas, defeitos, medos, carências, enfim, um ser humano.

Lendo os textos sobre autonomia, li essa colocação que tem muito a ver com a relação que estabeleci com os meus alunos e seus pais: "Na medida em que os indivíduos decidem com igualdade, objetivamente ou subjetivamente, pouco importa, as pressões que exercem uns sobre os outros se tornam colaterais.

 E as intervenções da razão, que Bovet tão justamente observou, para explicar a autonomia adquirida pela moral, dependem, precisamente, dessa cooperação progressiva.

 De fato, nossos estudos têm mostrado que as normas racionais e, em particular, essa norma tão importante que é a reciprocidade, não podem se desenvolver senão na e pela cooperação.

A razão tem necessidade da cooperação na medida em que ser racional consiste em 'se' situar para submeter o individual ao universal. O respeito mútuo aparece, portanto, como condição necessária da autonomia, sobre o seu duplo aspecto intelectual e moral.

Do ponto de vista intelectual, liberta a criança das opiniões impostas, em proveito da coerência interna e do controle recíproco. Do ponto de vista moral, substitui as normas da autoridade pela norma imanente à própria ação e à própria consciência, que é a reciprocidade na simpatia." 

 O julgamento moral na criança Mesmo sem saber já estava desenvolvendo a autonomia moral  Os PCN’s também contemplam a autonomia moral, lendo um texto de Wilson Correa, encontrei essa passagem: “Em suma, a reflexão sobre as diversas faces das condutas humanas deve fazer parte dos objetivos maiores da escola comprometida com a formação para a cidadania.

Partindo da perspectiva, o tema Ética traz a proposta de que a escola realize um trabalho que possibilite o desenvolvimento da autonomia moral,  Outra teórica que guiou meus estudos foi Constance Kamii, uma seguidora de Piaget, através de seus escritos ficou bem claro que as crianças adquirem valores morais não por absorvê-los ou apenas internaliza-los, mas por construí-los interiormente, através da sua interação com o convívio nos grupos sociais.

 Para ela o indivíduo autônomo é aquele governado por ele mesmo, sempre tendo em mente a sua liberdade e a forma como deve usá-la, respeitando o outro e desenvolvendo a sua moralidade, através da observação do outro e do ponto de vista dele.

Segundo Kamii: "A essência da autonomia é que as crianças se tornam capazes de tomar decisões por elas mesmas. Autonomia não é a mesma coisa que liberdade completa.

 Autonomia significa ser capaz de considerar os fatores relevantes para decidir qual deve ser o melhor caminho da ação. Não pode haver moralidade quando alguém considera somente o seu ponto de vista. Se também consideramos o ponto de vista das outras pessoas, veremos que não somos livres para mentir, quebrar promessas ou agir irrefletidamente". (A criança e o número. Campinas: Papirus)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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quinta 26 novembro 2009 03:51 , em Cidadaniia



1 comentário(s)

  • mariadantas Qui 26 Nov 2009 12:38
    CONCORDO PLENAMENTE COM O TEXTO A CADA DIA SE FAZ NECESSÁRIO EDUCAR AS CRIANÇAS PARA A AQUISIÇÃO DE AUTONOMIA E ESSE PROCESSO DEVE SER ASSISTIDO E COORDENADO PARA PELAS INSTITUIÇÕES ESCOLARES E PELAS FAMILIAS.


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